FLORA DOS AÇORES:
Os Açores fazem parte do enclave biogeográfico chamado Macaronésia, que inclui os arquipélagos da Madeira, Canárias e Cabo Verde, as ilhas Selvagens e ainda alguns enclaves no sul de Marrocos, assim como uma franja da costa ocidental de África. A sua flora tem uma diversidade elevada e o número de endemismos é muito considerável, pois representam uma relíquia do que resta de uma vegetação que remonta ao Terciário (entre 65 a 1,8 milhões de anos) e que desapareceu em quase todo o continente europeu devido às últimas glaciações.
Os Açores foram colonizados pelo Homem nos finais do séc. XV e o coberto vegetal foi consideravelmente alterado desde então. A área de distribuição de floresta primitiva, dominada por Louro (Laurus azorica) e Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), tem vindo a diminuir desde a colonização das ilhas, dando lugar aos aglomerados urbanos, campos agrícolas e mais recentemente, a áreas de pastagem. A introdução de plantas exóticas, tais como o Incenso (Pittosporum undulatum), a Roca-da-velha ou Conteira (Hedychium gardnerarum), a Fona-de-porca (Solanum mauritianum), o chorão (Carpobrotus edulis), a Cana (Arundo donax) e a Hortênsia (Hydrangea macrophylla), vieram aumentar as ameaças à flora natural e endémica do arquipélago, flora esta que, à excepção de pequenas mas importantes manchas de vegetação, se encontra confinada a lugares pouco acessíveis.
O nosso Património Natural é único no mundo. Saber usá-lo de forma harmoniosa, preservando-o para que as gerações futuras possam também desfruta-lo, é algo de que nos devemos orgulhar.
Semear hoje, colher amanhã…
Só será possível se o adulto do presente preparar bem a terra…
Infelizmente, acções necessárias e fulcrais para a sobrevivência dos frágeis ecossistemas insulares, preconizam-se muito lentamente e em determinadas ilhas são inexistentes…
Ex.: Continuidade de Lixeiras a céu aberto, ausência de Saneamento básico, Fiscalização insuficiente….
As crianças de hoje necessitam de um presente responsável para que possam viver um futuro saudável.
Luz e cor, alteram-se a cada segundo.
A água sempre presente, o azul, o verde e o negro do basalto, fazem com que estas ilhas dos Açores possuam paisagens deslumbrantes...
"VULCÃO DOS CAPELINHOS MEMÓRIAS 1957-2007"
VICTOR HUGO FORJAZ - EDITOR
"... é justo salientar o Sr. Tomaz Pacheco, faroleiro nos Capelinhos e a primeira pessoa que notou algo de anormal na superfície do mar na manhã do dia 27 de Setembro de 1957;..."
Paisagem em constante movimento, multicores de cascos e velas, um vaivém de culturas…
Encontros, amizades, reencontros… saudade…
HORTA COSMOPOLITA DE VERDADE…
Helder Fraga-Vigilante da Natureza-Secretaria Regional do Ambiente e do Mar-Governo Regional dos Açores.
Natural e residente na Ilha do Faial Arquipélago dos Açores, Portugal.
Pretendo com esta página contribuir para a divulgação da diversidade de Ambientes que através do meu olhar fotográfico vou captando por estas ilhas.
Quero assim sensibilizar a todos para a importância da preservação deste Património Natural, Edificado e Humano.
Merece ser usufruído por todos nós de forma Sustentável, sem comprometer os interesses das gerações vindouras.
AVES NOS AÇORES:
As Aves constituem uma parte importante dos ecossistemas, neste conjunto de ilhas oceânicas.
A contribuição e o verdadeiro valor das Aves para o bem estar do Homem é um aspecto normalmente subestimado. Felizmente, hoje em dia, assiste-se a um despertar da consciência colectiva de que as Aves jogam um papel de extrema importância no equilíbrio ecológico que sustenta a vida na Terra.
Para além dos aspectos ecológicos, tais como o papel polinizador e dispersador de sementes e de contribuírem para o controlo de pragas de insectos e roedores, há também a considerar os aspectos de índole social, económica e cultural, como a sua importância na alimentação, vestuário e ornamentação, sendo elas que, dando som aos campos e jardins, enriquecem o nosso Ambiente e qualidade de vida.
As Aves ocupam no nosso imaginário um lugar muito especial, associando-se a elas diversos simbolismos, nomeadamente o símbolo da paz, atribuído à pomba branca, o símbolo da força e determinação à Águia, o início da primavera com a chegada das andorinhas, os maus agoiros às corujas e o nascimento dos bebés associado às cegonhas.
Como em cada umas das nossas ilhas ainda existe, por descobrir e valorizar, um rico património natural ao qual as Aves pertencem, temos como grande objectivo dar a conhecer algumas das nossas Aves, contribuindo assim, para não só informar mas, acima de tudo, despertar na comunidade local e visitantes o interesse e gosto pelas Aves e sua observação, para que, ao compreendê-las, as possam respeitar e preservar.